sábado, 4 de fevereiro de 2012

Bote Fé: Guarabira recebe os símbolos da Jornada Mundial da Juventude

Em um dia muito especial para a juventude da diocese de Guarabira, a Cruz e o Ícone da Jornada Mundial da Juventude chegou em solo diocesano aproximadamente às 10h da manhã na BR-230, entrada da cidade de Juarez Távora (PB). Os símbolos da JMJ foram recepcionados com grande fervor por uma imensa multidão que se concentrava no local.
A Diocese de Guarabira é a primeira diocese da Paraíba a receber a cruz e o ícone de Nossa Senhora os quais farão uma grande peregrinação, a partir de hoje, pelo estado da Paraíba.

Por volta das 13:30h os símbolos da Jornada Mundial da Juventude estavam aportando na cidade de Alagoa Grande e foram recepcionados com grande alegria e entusiasmo de todos os paroquianos de Nossa Senhora da Boa Viagem. Após a celebração da missa, naquela paróquia, os símbolos seguiram até as cidade de Alagoinha, Cuitegi e Guarabira onde foram recepcionados por centenas de jovens e veículos que se concentravam na entrada da cidade.

Em procissão, seguiram os símbolos e a multidão até a Catedral de Nossa Senhora da Luz  onde permaneceram até a manhã do dia 03/02/2012.
Da Catedral de Nossa Senhora da Luz, em Guarabira

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

JMJ Rio2013: expectativa pela presença de milhões de jovens

Poderiam chegar a 3 ou mesmo 4 milhões os jovens que participarão da Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro, que se realizará de 23 a 28 de julho do próximo ano. É o cálculo do Padre Eric Jacquinet, responsável pelo Setor “Jovens” do Pontifício Conselho para os Leigos, organismo que promove e cuida da JMJ, em entrevista sobre o trabalho de preparação do grande evento que a Arquidiocese do Rio de Janeiro e a Igreja no Brasil estão realizando. 
“Os participantes serão muito mais daquele milhão apresentado pelos bispos brasileiros logo após o anúncio do Papa em Madri”, afirma padre Jacquinet, que explica: “A expectativa no Brasil é enorme: no primeiro encontro de acolhida da Cruz da JMJ, em São Paulo, estavam presentes mais de 100 mil jovens”. 

Entretanto, em atenção e solidariedade a todos os familiares das vítimas do desabamento dos três prédios no Centro do Rio, na última quarta-feira, dia 25 de janeiro, o Instituto JMJ RIO2013 da Arquidiocese do Rio de Janeiro adiou o lançamento da logomarca oficial da Jornada Mundial da Juventude, prevista para se realizar neste dia 1º de fevereiro. Em nota, o Presidente do Instituto e Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, manifestou seu pesar e conclamou a todos que rezem pelos falecidos, feridos e famílias atingidas pela dor que também é de toda a Arquidiocese. A nova data será anunciada nos próximos dias.

Por sua vez, a peregrinação da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora, símbolos da jornada, continua, pelas dioceses do Brasil. A Diocese de Patos (PB) irá acolher os símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) nos próximos dias 7 e 8 de fevereiro. A Cruz peregrina e o Ícone de Nossa Senhora serão acolhidos no Parque Turístico Religioso Cruz da Menina, de onde serão conduzidos em carreata, com a primeira parada na Paróquia Nossa Senhora de Fátima. Em seguida, os símbolos serão conduzidos pelos jovens para o Largo Dom Gerardo, onde se realizarão os shows religiosos, marcando o evento Bote Fé na diocese paraibana.


Bote Fé Petrolina reúne milhares de fieis na orla da cidade

Fé e emoção marcaram o Boté Fé Petrolina, que começou na tarde da última sexta-feira (27), com a chegada da Cruz Peregrina e do Ícone de Nossa Senhora pelo Rio São Francisco. Jovens de todas as idades, adultos, crianças e idosos comungaram juntos do momento gracioso da acolhida dos símbolos que movimentou o município.
A programação se estendeu pela noite com shows católicos de Danilo Max e Banda e da Banda Anjos de Resgate, que sacudiu todo o público presente. No sábado (28), os símbolos religiosos percorreram o Hospital Dom Malan, Cadeia Pública Feminina, 72º Batalhão de Infantaria Motorizado (72º BIMtz), Petrape, Funase e bairro João de Deus, seguindo novamente para Orla onde aconteceu o show da Banda WR17 e Missionário Shalom. Na manhã desse domingo (29), os símbolos seguiram para a Diocese de Salgueiro.
Esperados pelo público desde o início da tarde, os símbolos religiosos foram trazidos por jovens numa barca, homenageando o primeiro Bispo da Diocese de Petrolina, o visionário Dom Malan e enaltecendo a importância do Rio São Francisco para a região. Na Orla, a Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora foram acolhidos pelo Bispo da Diocese de Petrolina, Dom Manoel dos Reis de Farias, pelo Bispo Emérito, Dom Paulo Cardoso, pelo prefeito da cidade, Julio Lossio, por religiosos e cristãos presentes.
Os símbolos religiosos estão em peregrinação por todo o Brasil, até chegarem ao Rio de Janeiro em julho de 2013, onde será realizada a próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ). De acordo com o Assessor do Setor Juventude, Pe. Givanildo José de Souza, a concretização do evento em Petrolina representa a missão de cada cristão, além de ser mais conhecimento do Amor Ágape. “A realização do Bote Fé é uma oportunidade que Deus nos concede de fazermos uma experiência de fé, de amor e de encontro com os símbolos da Jornada Mundial da Juventude, que lembram a nossa missão”, frisou.
Segundo um dos vocalistas da Banda Anjos de Resgate, Eraldo Matos, participar do Bote Fé Petrolina é, acima de tudo, levar o nome da Igreja Católica. “É uma alegria muito grande, principalmente, por não estar tocando por uma pessoa qualquer ou movimento, mas por estarmos aqui em nome da Igreja Católica. Percebo que a igreja está reagindo, e o que estamos vendo é a médio prazo, a oração de João Paulo II. Isso é um sonho que se realiza. A cada Bote Fé que eu vou e a cada movimento da juventude, eu sinto a oração de João Paulo II”, declarou. A banda contagiou o público cantando sucessos como: Tua Família, Manda Teus Anjos, Estou aqui, Peregrino do Amor, entre outras.
Além de um grande público que estima-se em quase 15 mil pessoas durante os dois dias de evento, o Bote Fé Petrolina recebeu a presença do Assessor Nacional da Comissão da Juventude, Padre Sávio Ribeiro, que elogiou a organização do evento. “É uma alegria poder participar desse Bote Fé, evento que vem contagiando o Brasil inteiro e não podia ser diferente aqui em Petrolina com todo o trabalho do Pe. Givanildo e de Dom Manoel, que chegou trazendo todo esse gás para a juventude. Então, creio que o objetivo está sendo cumprido e muitos jovens estão sendo evangelizados”, ressaltou.
“Todos da comissão organizadora esperávamos por todo esse evento e agora que ele se concretizou, estamos com a sensação de missão cumprida. Carregar a cruz é algo que não tem palavras para descrever. Algo que vários cristãos querem fazer e nós carregamos a cruz da juventude, me senti verdadeiramente um missionário de João Paulo II”, disse um dos integrantes da equipe organizadora que carregou a cruz, Leonam Barbosa. Já para a jovem Íngride Dayanne, 17 anos, que participou dos shows católicos, a expectativa para o Bote Fé foi alcançada com o acontecimento do evento. “Eu estava aguardando esse momento que é uma celebração de espiritualidade que envolve todos os jovens de Petrolina e outras cidades que mesmo sendo distintas se unem na mesma fé”, destacou a jovem.
A partir de agora Petrolina prepara-se para ser possivelmente uma das sedes da pré-jornada mundial da juventude no próximo ano.
Texto e Foto: Ascom/ Setor Juventude

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Estive preso e fostes me visitar

Depois dos altos muros, talvez se imagine que o silêncio seja o detalhe que mais chame a atenção quando alguém se depara com as grades que isolam os cerca de 1.900 detentos da Penitenciária Barreto Campelo, em Itamaracá, Região Metropolitana do Recife. Imagine, então, chegar à portaria e ouvir versos como “No peito, eu levo uma cruz. No meu coração, o que disse Jesus…”. Quase fora de cogitação. Mas foi exatamente isso que aconteceu na manhã do dia 17 de janeiro. Um grupo de encarcerados ensaiou algumas músicas e organizaram uma animada bandinha para acolher os símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) na unidade prisional. 

Eles carregaram a Cruz e o ícone de Nossa Senhora pelo território da penitenciária ao som de um incrível funk “Ô bote fé, bote fé só Jesus é o caminho. Caminhando com ele nunca estou sozinho”. Difícil não se emocionar. Impossível não se envolver com o que foi presenciado.

Em frente à capela localizada no interior da unidade, os presos puderam tocar e reverenciar os símbolos. Os pedidos foram feitos. As orações foram do coração de cada um ao de Nossa Senhora. Pede à mãe que o filho atende.

O presidente da Comissão Arquidiocesana de Pastoral para a Juventude, padre Gimesson Silva, acompanhou a visita e destacou o carinho e a criatividade dos participantes. “Vocês estão de parabéns. A Cruz já passou em vários presídios e vocês foram os únicos a formar um grupo musical! Talvez, essa seja a única oportunidade de ver e tocar na Cruz e no ícone. Esse é um momento muito bonito”, disse o religioso. Que prontamente teve o convite aceito. Os mais acanhados se aproximaram, tocaram, meditaram e aproveitaram a chance oferecida.

Outros ousaram ainda mais e utilizaram o talento para saudar a Cruz. Os detentos Antônio escreveram o poema ‘A Cruz’, que foi recitado na ocasião. “Nela (a cruz), encontramos a verdadeira paz interior. Através dela chegaremos ao Pai.” O dom de Edson Amaro é criar repentes ele revelou que estava orgulhoso de fazer a homenagem. O medo de não conseguir compor os versos de improviso deu lugar aos aplausos dos que ouviram emocionados a declamação. Dois MC’s cantaram um funk sobre a maior história de amor da humanidade. “Vou contar um fato que aconteceu. Um homem sem pecado no calvário e na cruz por nós morreu…”

A cruz entrou no pavilhão mais isolado da unidade e adentrou aonde só a dor e a descrença chegam. Ainda teve uma ciranda. A ciranda da vida. Juntos, padres, agentes da Pastoral Carcerária, detentos deram as mãos e dançaram ao redor dos símbolos.

A manhã não terminou por aí. Era a vez da juventude da Funase, em Abreu e Lima, receberem a visita. Era preciso ir ao encontro dos que se perderam no caminho. Jesus, o Bom Pastor, não se negaria a ir ao encontro das ovelhas perdidas. O encontro foi tímido, mas que rendeu momentos inesquecíveis aos que tiveram o privilégio de presenciá-los. Entrar na quadra e ver todos aqueles jovens atrás das grades, não deixa de causar angústia. A mensagem foi entendida. Era preciso ir ao encontro. Era preciso deixar-se tocar. E foi assim, ‘sala’ por ‘sala’. A cruz era colocada próxima às grades e cada um podia tocá-la. Oportunidade única para eles. Presente para quem pôde registrar encontros tão significativos.

Por Renata Gabrielle, da Arquidiocese de Olinda e Recife

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Retiro de Carnaval!!

Silêncio e palavra: caminho de evangelização

A Santa Sé divulgou nesta terça-feira, 24 de janeiro, a Carta do Papa Bento XVI para o 46º Dia Mundial das Comunicações, que será comemorado em 20 de maio. A divulgação da carta coincide com a festa de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas. O tema deste ano é "Silêncio e palavra: caminho de evangelização".
O Dia Mundial das Comunicações Sociais, a única celebração mundial estabelecida pelo Concílio Vaticano II (Inter mirifica, 1963), está marcada na maioria dos países, por indicação do episcopado mundial, para o domingo precedente a Pentecostes. Em geral, o anúncio do tema é divulgado no dia 29 de setembro, festa dos Arcanjos S. Miguel, S. Rafael e S. Gabriel, o qual foi designado Patrono dos radialistas.
Veja a seguir a íntegra da carta.
MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI PARA O 46º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS
Silêncio e palavra: caminho de evangelização

Amados irmãos e irmãs,
Ao aproximar-se o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2012, desejo partilhar convosco algumas reflexões sobre um aspecto do processo humano da comunicação que, apesar de ser muito importante, às vezes fica esquecido, sendo hoje particularmente necessário lembrá-lo. Trata-se da relação entre silêncio e palavra: dois momentos da comunicação que se devem equilibrar, alternar e integrar entre si para se obter um diálogo autêntico e uma união profunda entre as pessoas. Quando palavra e silêncio se excluem mutuamente, a comunicação deteriora-se, porque provoca um certo aturdimento ou, no caso contrário, cria um clima de indiferença; quando, porém se integram reciprocamente, a comunicação ganha valor e significado.
O silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras densas de conteúdo. No silêncio, escutamo-nos e conhecemo-nos melhor a nós mesmos, nasce e aprofunda-se o pensamento, compreendemos com maior clareza o que queremos dizer ou aquilo que ouvimos do outro, discernimos como exprimir-nos. Calando, permite-se à outra pessoa que fale e se exprima a si mesma, e permite-nos a nós não ficarmos presos, por falta da adequada confrontação, às nossas palavras e ideias. Deste modo abre-se um espaço de escuta recíproca e torna-se possível uma relação humana mais plena. É no silêncio, por exemplo, que se identificam os momentos mais autênticos da comunicação entre aqueles que se amam: o gesto, a expressão do rosto, o corpo enquanto sinais que manifestam a pessoa. No silêncio, falam a alegria, as preocupações, o sofrimento, que encontram, precisamente nele, uma forma particularmente intensa de expressão. Por isso, do silêncio, deriva uma comunicação ainda mais exigente, que faz apelo à sensibilidade e àquela capacidade de escuta que frequentemente revela a medida e a natureza dos laços. Quando as mensagens e a informação são abundantes, torna-se essencial o silêncio para discernir o que é importante daquilo que é inútil ou acessório. Uma reflexão profunda ajuda-nos a descobrir a relação existente entre acontecimentos que, à primeira vista, pareciam não ter ligação entre si, a avaliar e analisar as mensagens; e isto faz com que se possam compartilhar opiniões ponderadas e pertinentes, gerando um conhecimento comum autêntico. Por isso é necessário criar um ambiente propício, quase uma espécie de «ecossistema» capaz de equilibrar silêncio, palavra, imagens e sons.
Grande parte da dinâmica actual da comunicação é feita por perguntas à procura de respostas. Os motores de pesquisa e as redes sociais são o ponto de partida da comunicação para muitas pessoas, que procuram conselhos, sugestões, informações, respostas. Nos nossos dias, a Rede vai-se tornando cada vez mais o lugar das perguntas e das respostas; mais, o homem de hoje vê-se, frequentemente, bombardeado por respostas a questões que nunca se pôs e a necessidades que não sente. O silêncio é precioso para favorecer o necessário discernimento entre os inúmeros estímulos e as muitas respostas que recebemos, justamente para identificar e focalizar as perguntas verdadeiramente importantes. Entretanto, neste mundo complexo e diversificado da comunicação, aflora a preocupação de muitos pelas questões últimas da existência humana: Quem sou eu? Que posso saber? Que devo fazer? Que posso esperar? É importante acolher as pessoas que se põem estas questões, criando a possibilidade de um diálogo profundo, feito não só de palavra e confrontação, mas também de convite à reflexão e ao silêncio, que às vezes pode ser mais eloquente do que uma resposta apressada, permitindo a quem se interroga descer até ao mais fundo de si mesmo e abrir-se para aquele caminho de resposta que Deus inscreveu no coração do homem.
No fundo, este fluxo incessante de perguntas manifesta a inquietação do ser humano, sempre à procura de verdades, pequenas ou grandes, que dêem sentido e esperança à existência. O homem não se pode contentar com uma simples e tolerante troca de cépticas opiniões e experiências de vida: todos somos perscrutadores da verdade e compartilhamos este profundo anseio, sobretudo neste nosso tempo em que, «quando as pessoas trocam informações, estão já a partilhar-se a si mesmas, a sua visão do mundo, as suas esperanças, os seus ideais» (Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2011).
Devemos olhar com interesse para as várias formas de sítios, aplicações e redes sociais que possam ajudar o homem actual não só a viver momentos de reflexão e de busca verdadeira, mas também a encontrar espaços de silêncio, ocasiões de oração, meditação ou partilha da Palavra de Deus. Na sua essencialidade, breves mensagens – muitas vezes limitadas a um só versículo bíblico – podem exprimir pensamentos profundos, se cada um não descuidar o cultivo da sua própria interioridade. Não há que surpreender-se se, nas diversas tradições religiosas, a solidão e o silêncio constituem espaços privilegiados para ajudar as pessoas a encontrar-se a si mesmas e àquela Verdade que dá sentido a todas as coisas. O Deus da revelação bíblica fala também sem palavras: «Como mostra a cruz de Cristo, Deus fala também por meio do seu silêncio. O silêncio de Deus, a experiência da distância do Omnipotente e Pai é etapa decisiva no caminho terreno do Filho de Deus, Palavra Encarnada. (...) O silêncio de Deus prolonga as suas palavras anteriores. Nestes momentos obscuros, Ele fala no mistério do seu silêncio» (Exort. ap. pós-sinodal Verbum Domini, 30 de Setembro de 2010, n. 21). No silêncio da Cruz, fala a eloquência do amor de Deus vivido até ao dom supremo. Depois da morte de Cristo, a terra permanece em silêncio e, no Sábado Santo – quando «o Rei dorme (…), e Deus adormeceu segundo a carne e despertou os que dormiam há séculos» (cfr Ofício de Leitura, de Sábado Santo) –, ressoa a voz de Deus cheia de amor pela humanidade.
Se Deus fala ao homem mesmo no silêncio, também o homem descobre no silêncio a possibilidade de falar com Deus e de Deus. «Temos necessidade daquele silêncio que se torna contemplação, que nos faz entrar no silêncio de Deus e assim chegar ao ponto onde nasce a Palavra, a Palavra redentora» (Homilia durante a Concelebração Eucarística com os Membros da Comissão Teológica Internacional, 6 de Outubro de 2006). Quando falamos da grandeza de Deus, a nossa linguagem revela-se sempre inadequada e, deste modo, abre-se o espaço da contemplação silenciosa. Desta contemplação nasce, em toda a sua força interior, a urgência da missão, a necessidade imperiosa de «anunciar o que vimos e ouvimos», a fim de que todos estejam em comunhão com Deus (cf. 1 Jo 1, 3). A contemplação silenciosa faz-nos mergulhar na fonte do Amor, que nos guia ao encontro do nosso próximo, para sentirmos o seu sofrimento e lhe oferecermos a luz de Cristo, a sua Mensagem de vida, o seu dom de amor total que salva.
Depois, na contemplação silenciosa, surge ainda mais forte aquela Palavra eterna pela qual o mundo foi feito, e identifica-se aquele desígnio de salvação que Deus realiza, por palavras e gestos, em toda a história da humanidade. Como recorda o Concílio Vaticano II, a Revelação divina realiza-se por meio de «acções e palavras intimamente relacionadas entre si, de tal modo que as obras, realizadas por Deus na história da salvação, manifestam e confirmam a doutrina e as realidades significadas pelas palavras; e as palavras, por sua vez, declaram as obras e esclarecem o mistério nelas contido» (Const. dogm. Dei Verbum, 2). E tal desígnio de salvação culmina na pessoa de Jesus de Nazaré, mediador e plenitude da toda a Revelação. Foi Ele que nos deu a conhecer o verdadeiro Rosto de Deus Pai e, com a sua Cruz e Ressurreição, nos fez passar da escravidão do pecado e da morte para a liberdade dos filhos de Deus. A questão fundamental sobre o sentido do homem encontra a resposta capaz de pacificar a inquietação do coração humano no Mistério de Cristo. É deste Mistério que nasce a missão da Igreja, e é este Mistério que impele os cristãos a tornarem-se anunciadores de esperança e salvação, testemunhas daquele amor que promove a dignidade do homem e constrói a justiça e a paz.
Palavra e silêncio. Educar-se em comunicação quer dizer aprender a escutar, a contemplar, para além de falar; e isto é particularmente importante paras os agentes da evangelização: silêncio e palavra são ambos elementos essenciais e integrantes da acção comunicativa da Igreja para um renovado anúncio de Jesus Cristo no mundo contemporâneo. A Maria, cujo silêncio «escuta e faz florescer a Palavra» (Oração pela Ágora dos Jovens Italianos em Loreto, 1-2 de Setembro de 2007), confio toda a obra de evangelização que a Igreja realiza através dos meios de comunicação social.
Vaticano, 24 de Janeiro – dia de São Francisco de Sales – de 2012.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Petrolina acolherá os símbolos da Jornada Mundial da Juventude na próxima sexta-feira

A chegada dos símbolos está marcada para acontecer às 17h, na Orla do município, onde toda a juventude da cidade já estará em concentração desde as 16h30, ao som do Coral Nossa Senhora do Carmo, da Paróquia Sagrada Família. A Cruz e o Ícone de Nossa Senhora serão trazidos por jovens numa barca, homenageando o primeiro Bispo da Diocese de Petrolina, o visionário Dom Malan, além de salientar a importância do nosso Rio São Francisco.
Haverá ainda na sexta-feira (27), uma Via Sacra na Orla e, em seguida, acontecerão os shows de Danylo Max, compositor do Hino do Bote Fé Petrolina, e do grande ícone da música católica brasileira, Anjos de Resgate. Após os shows, os jovens seguem com a Cruz e o Ícone para a Catedral do Sagrado Coração de Jesus Cristo Rei do Universo. No sábado (28), a programação iniciará com a Santa Missa, às 6h30, na Catedral, que será uma celebração festiva em honra e glória pela presença dos símbolos da JMJ, acolhendo a todos os que se fizerem presentes.
Após a Celebração Eucarística, a Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora iniciarão a peregrinação pelos locais escolhidos. Às 8h, acontecerá a visita no Hospital Dom Malan, com o tema: “Eu estava doente e vocês cuidaram de mim”. Com o tema “Eu estava na prisão e vocês vieram me visitar”, haverá o momento de oração na Cadeia Pública Feminina, às 9h30. A próxima visita acontecerá no 72º Batalhão de Infantaria Motorizado (72º BIMtz), às 11h, enfatizando o tema “Felizes os que buscam a paz”. Seguindo a linha de atuação social e frisando o versículo “O Espírito de Deus me enviou para levar a boa nova aos pobres”, a peregrinação continua durante a tarde, a partir das 14h, com visitação à Funase/Case (passando pelo Petrape). O encerramento da peregrinação acontecerá no bairro João de Deus, em homenagem ao beato João Paulo II, peregrino do amor e patrono dos jovens, a partir das 16h30, seguindo o tema “Eu vim para que todos tenham vida”. Do bairro João de Deus, a Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora seguirão em carreata para a Orla da cidade, onde acontecerão os shows do grupo WR17 e da banda Missionário Shalom, que encerrará o Bote Fé Petrolina com um show animado e de evangelização.
No dia seguinte, às 8h, os símbolos da JMJ seguem para a cidade de Santa Cruz da Venerada, que os entregará à Diocese de Salgueiro.